Os caminhos

Naquele tempo não havia estradas. Eram carreiros estreitinhos com altos e baixos. As estradas que havia tinham a largura dum carro de bois, com sulcos profundos e enlameados no Inverno.

Às vezes os carros ficavam atolados na lama, lá vinha o dono chamar os vizinhos com os seus animais ajudar a puxar a carrada.

Naquele tempo as mulheres andavam descalças. Aos domingos iam à missa, levavam os sapatos numa saca e calçavam-nos à porta da igreja.

Quando saíam descalçavam-nos.

5 Respostas para “Os caminhos”

  1. Nuno Diz:

    Este texto é curtinho, mas transmite uma imagem muito forte.

  2. Carla Nobre Diz:

    Gosto muito dos seus textos…
    Gostava ainda de lhe fazer dois pedidos….posso?
    Gostava que nos dissesse em que ano é que se passou cada pensamento que ecsreveu e o segundo pedido que é um bocadinho mais especial…gostava muito que pusesse uma foto sua no Blog para poder saber como é…

    Um beijinho e Obrigada :)
    Carla

  3. José Lamelas Diz:

    Esses tempos fazem-nos pensar duas vezes nos tempos de hoje….

  4. Gaby Diz:

    Querida Tia Júlia (ainda estou à espera que aceite a minha candidatura a sobrinha)

    Gostei do seu texto, porque nos remete para uma época e um espaço, que para mim, me é desconhecido. Sempre vivi na cidade e portanto, não tive os beneficios de quem viveu ou tinha familiares no campo, o que lhes possibilitava regularmente, ou nas férias do verão ou no Natal ter acesso a estes caminhos. Daquilo que me lembro, e falo da Madragoa, onde vivi a minha infância, já tem muito alcatrão e muitos carros.

    Sei que ainda existem muitos lugares deste nosso Portugal para visitar, onde ainda encontrarei estes caminhos…

    Quanto às mulheres, não lhes invejo a sorte desses tempos, descalças…

  5. Terpsichore E.M. Diz:

    Faço o mesmo pedido da Carla Nobre Diz.
    Estou sempre a pensar mas quando exactamente é que é ”aquele tempo”? E os locais…

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