Naquele tempo não havia estradas. Eram carreiros estreitinhos com altos e baixos. As estradas que havia tinham a largura dum carro de bois, com sulcos profundos e enlameados no Inverno.
Às vezes os carros ficavam atolados na lama, lá vinha o dono chamar os vizinhos com os seus animais ajudar a puxar a carrada.
Naquele tempo as mulheres andavam descalças. Aos domingos iam à missa, levavam os sapatos numa saca e calçavam-nos à porta da igreja.
Quando saíam descalçavam-nos.
Novembro 22, 2007 ás 9:10 am
Este texto é curtinho, mas transmite uma imagem muito forte.
Novembro 22, 2007 ás 9:58 am
Gosto muito dos seus textos…
Gostava ainda de lhe fazer dois pedidos….posso?
Gostava que nos dissesse em que ano é que se passou cada pensamento que ecsreveu e o segundo pedido que é um bocadinho mais especial…gostava muito que pusesse uma foto sua no Blog para poder saber como é…
Um beijinho e Obrigada
Carla
Novembro 22, 2007 ás 7:52 pm
Esses tempos fazem-nos pensar duas vezes nos tempos de hoje….
Novembro 23, 2007 ás 2:31 pm
Querida Tia Júlia (ainda estou à espera que aceite a minha candidatura a sobrinha)
Gostei do seu texto, porque nos remete para uma época e um espaço, que para mim, me é desconhecido. Sempre vivi na cidade e portanto, não tive os beneficios de quem viveu ou tinha familiares no campo, o que lhes possibilitava regularmente, ou nas férias do verão ou no Natal ter acesso a estes caminhos. Daquilo que me lembro, e falo da Madragoa, onde vivi a minha infância, já tem muito alcatrão e muitos carros.
Sei que ainda existem muitos lugares deste nosso Portugal para visitar, onde ainda encontrarei estes caminhos…
Quanto às mulheres, não lhes invejo a sorte desses tempos, descalças…
Novembro 28, 2007 ás 2:44 am
Faço o mesmo pedido da Carla Nobre Diz.
Estou sempre a pensar mas quando exactamente é que é ”aquele tempo”? E os locais…