Novembro 22, 2007
O 28 de Maio de 1926 pôs termo às lutas constantes e sucessões de presidentes da República. Iniciou-se um período de repressão, de contenção e de sacrifício imposto por Salazar. Este veio dizer que para endireitar o pais precisava de pulso livre e autoridade.
Surgiram as máximas de incentivo ao sacrifício. E assim vivemos…
Cresci e formei-me nesse regime.O povo não tinha voz. Era tudo pela Nação e nada contra a Nação.
Ora, nós não queremos regressar ao passado. Todos temos de participar, saber como vive o país e ter direitos, cumprindo deveres.
Queremos gozar de liberdade de poder dizer o que está mal, mas o que está mal para uns, parece estar bem para outros.
Por isso tem de haver luta parlamentar até se encontrar algum consenso.
É a democracia!
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Publicado por Júlia
Novembro 22, 2007
Na minha infância e juventude não se falava de sexo. Era pecado.
Mas eu não precisei que me ensinassem porque via as galinhas com os galos, os cães com as cadelas, os gatos com as gatas. Os que mais me impressionavam eram os gatos. Faziam lutas terríveis, mordiam-se, arranhavam-se e gritavam. Pareciam crianças a chorar nas noites frias de Fevereiro. Metia-me medo.
Mas nunca se falava de sexo.
A minha avó contou-me que certo rapaz andava muito triste porque a mulher com quem casou engravidou. Então ele achava que não podia mais ter relações com a mulher enquanto o bebé não nascesse. A sogra percebeu isso e convidou-o para irem à lenha com a burra. Apanharam muita lenha, carregaram a burra e o rapaz a certa altura disse para a sogra: «Não ponha mais lenha em cima da burra que ela não pode». Então a sogra respondeu: «Carrega-se a burra até cair e trabalha-se a mulher até parir».
O rapaz percebeu e ficou feliz.
E era assim …
Nunca se falava de sexo.
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Publicado por Júlia