Na minha infância e juventude não se falava de sexo. Era pecado.
Mas eu não precisei que me ensinassem porque via as galinhas com os galos, os cães com as cadelas, os gatos com as gatas. Os que mais me impressionavam eram os gatos. Faziam lutas terríveis, mordiam-se, arranhavam-se e gritavam. Pareciam crianças a chorar nas noites frias de Fevereiro. Metia-me medo.
Mas nunca se falava de sexo.
A minha avó contou-me que certo rapaz andava muito triste porque a mulher com quem casou engravidou. Então ele achava que não podia mais ter relações com a mulher enquanto o bebé não nascesse. A sogra percebeu isso e convidou-o para irem à lenha com a burra. Apanharam muita lenha, carregaram a burra e o rapaz a certa altura disse para a sogra: «Não ponha mais lenha em cima da burra que ela não pode». Então a sogra respondeu: «Carrega-se a burra até cair e trabalha-se a mulher até parir».
O rapaz percebeu e ficou feliz.
E era assim …
Nunca se falava de sexo.
Novembro 27, 2007 ás 3:26 pm
… é ao ler estas histórias que tenho “saudades” de não ter vivido nesse tempo. A minha avó já me contava muitas coisas do género. Teria hoje também 85 anos.
Escrever sobre a nossa vida é recordar momentos, por vezes maravilhosos!
Obrigada por partilhá-los connosco.
Muitos beijinhos…
Vou ser leitora assídua
))
Cristina (amiga da Gabi)
Novembro 28, 2007 ás 2:48 am
hahaha, que comparação horrível! Os desgraçados…